domingo, 31 de julho de 2011

...a suspirar.

A suspirar ao úmido perfume de teu coração, cá permaneço,
orvalhando-me a face nesse entardecer de horas sem fim.


Tão somente a fé a arrefecer febril esperar, ecoa em minh'alma esperança!


Saudades de ti, a qual semblante ainda desconheço, posto que ainda não a vi, penso eu (talvez equivoco-me).


Oscilando entre a inquietude da chama do desejo e..., a incomplacente castidade minha, sempre ela, sombra de minha insuportável razão, furtando-me as imponderáveis fragrâncias do porvir.


...podia a antevisão do nascer de um romance visitar-me. Ah! Se ao menos destemeroso atuasse eu, verdadeiramente em conformidade com os sentimentos que inadvertidamente renascem, frívolos senhores de meu bem querer, haveria assim de, por fim, afugentar vertiginosa hesitação a assombrar-me.


Alumiando a senda que conduzir-me-á a ti, segue o sol companheiro sobre meus ombros, desanuviando miríades emoções no decurso do aprazível leito a delirar-me. Teu coração a pulsar sonhos, minha foz almejada, serenai-me gentilmente, pois te pertenço desde sempre.


Aguarde este que vos ama, pois neste ínterim, desenha-se em mim um carinhoso jardim que ofertarei a ti, quando, no infinito, reconhecermos nos!

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...Posso até não concordar com o que pensas, mas defendo até o último instante, com todas as minhas forças o teu direito de exprimir-se.