domingo, 31 de julho de 2011

...a suspirar.

A suspirar ao úmido perfume de teu coração, cá permaneço,
orvalhando-me a face nesse entardecer de horas sem fim.


Tão somente a fé a arrefecer febril esperar, ecoa em minh'alma esperança!


Saudades de ti, a qual semblante ainda desconheço, posto que ainda não a vi, penso eu (talvez equivoco-me).


Oscilando entre a inquietude da chama do desejo e..., a incomplacente castidade minha, sempre ela, sombra de minha insuportável razão, furtando-me as imponderáveis fragrâncias do porvir.


...podia a antevisão do nascer de um romance visitar-me. Ah! Se ao menos destemeroso atuasse eu, verdadeiramente em conformidade com os sentimentos que inadvertidamente renascem, frívolos senhores de meu bem querer, haveria assim de, por fim, afugentar vertiginosa hesitação a assombrar-me.


Alumiando a senda que conduzir-me-á a ti, segue o sol companheiro sobre meus ombros, desanuviando miríades emoções no decurso do aprazível leito a delirar-me. Teu coração a pulsar sonhos, minha foz almejada, serenai-me gentilmente, pois te pertenço desde sempre.


Aguarde este que vos ama, pois neste ínterim, desenha-se em mim um carinhoso jardim que ofertarei a ti, quando, no infinito, reconhecermos nos!

sábado, 14 de agosto de 2010

Maré de Sizígia.




Reaveríamos aquele palpitar desconcertante, ardente vertigem no olhar...?
O que nos revelaria o trôpego rodopio dos ponteiros, torturantes testemunhas de um inevitável cativo infeliz, na dor, tardio aprendiz?

Ausentar-se-ia a razão, sinhazinha faceira a ziguezaguear nosso descompassado enlace, imaculado em seu âmago, posto que divinal?

Tirateimas almejado em imprudentes devaneios, emoldura minha fonte lacrimal.

Oh! aguaçeiro derradeiro a regar essencial semente, fecundes um presente cansado, a cochilar.

Sê brisa que lapida minh'alma e comigo confabula cânticos, esperança! ...ensina-me generosamente a descortinar as pálpebras da razão, acalanta-me.

Fôssemos agraceados pela centelha da compreensão, atravessaríamos tormentas em sublime carruagem, a salvos, no perdão!

Fito hoje, sombras de ontem - açoite severo, amarga companhia, contencioso colóquio.

Desfalecido dormi - doce alívio, fugaz!

- Sonhei que a felicidade existia e veio comigo a enamorar-se !

terça-feira, 30 de março de 2010

Repousando no amor.*



Repousando, serenamente anuncio, sou somente teu,
Singelo sentimento que me toca, alheio ao mundo,
Intensa rapsódia rogando sossego, que habita profundo,
Verdade redentora, infinita, envolta num camafeu...

Como um amanhã gentil, me acolhestes num sorriso,
Em minh’alma precipitou-se a esperança, semeando,
Noites consteladas no alpendre de meu eu, sonhando,
Florescendo ternura púrpura, na madrepérola do meu ser, enraízo!

Perseverante compromisso semeando no hoje a fortuna,
Girassol primaveril de promessas do Altíssimo para nós,
Afugentando o temor insensato de permanecermos sós,
Ancorando em nosso peito a festiva paz oportuna.

Juntinho a mim és cálida esperança a proclamar
...a liberdade, em carinhos que ensinam sobre o amor,
Resplandecendo em meu âmago o que um dia Jesus sonhou,
Levas-me para o céu, afetuosa companheira, vamos voar!

Felicidade em meu viver, caminho lindo a raiar,
Anjo de gracejos mil, delicada luz no horizonte belo.
: - encantadora juventude que me convida a um anelo,
Sol de minha vida hei de sempre te amar...


* . Deus é Amor!

segunda-feira, 29 de março de 2010

O amor que sinto por ti é...



...como um rio que corre manso pela veia da vida, vento que chega faceiro beijando a face que sorri, passarinhos assobiando linda melodia à alma cativa, estrelas brilhando, permitindo belos vestígios do perene, puro e ardente sentimento de minh'alma por você!

Doces passos na relva da existência, deixando rastro na vida que se recria a cada beijo, compreensão, que escorrega inadvertidamente ao encontro dos que anseiam viver um amor irrepreensível, presença áurea da fusão de nossas almas, beatitude que abrasa.

Fôlego do amor que resiste nas entranhas irrompendo pela ternura, encontrando moradia certa em nossos corações, forjado em sonho divino, arqueado de santíssima emoção – numa lágrima!

- Semente que brota no solo ansioso de nosso peito, lute em busca de um feche de luz sadia, acorde quebrando o quotidiano preso na noite do universo insensato. Verte, Oh! Flauta do amanhecer, suaves rimas, cândidos versos abrindo, com valentia e encantamento, as pálpebras da alvoroçada razão.

Anjo de rubros lábios,... és enlace meu ao Amantíssimo Pai. Em busca de paz, meu pensar se lança a ti, gracejo feminino do amor palpitante.

Em ti deposito um precioso tesouro, o amor que tanto preservei, que se afunda num mergulhar afetuoso nas profundidades dos teus olhos, cheios da terna aurora.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ansiedade, teu nome é amor...


...harmonia singindo num recanto de minh'alma, singelo pulsar, alumia meu ser, um vivificante arrebol, fantasia a sorrir para o precipício do próximo instante. Oh! Fulgaz experiência humana.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Que se faça luz no firmamento...




...Singelo calor generoso, impassível em tez graciosa, rodopeio da razão amalgamada de preciosa emoção, brisa a acariciar sonhos adormecidos no horizonte de minh'alma. Fascinante amante;
Perdido nos trilhos de tanta emoção, o impassível furor do meu amor... Ponderação do inconcebível sentimento, cativante tradução da assimilação fronteiriça nascente/poente da janela à abrir-se em mim, encerrada em meu peito como quem harmoniosamente adormece.