sábado, 14 de agosto de 2010

Maré de Sizígia.




Reaveríamos aquele palpitar desconcertante, ardente vertigem no olhar...?
O que nos revelaria o trôpego rodopio dos ponteiros, torturantes testemunhas de um inevitável cativo infeliz, na dor, tardio aprendiz?

Ausentar-se-ia a razão, sinhazinha faceira a ziguezaguear nosso descompassado enlace, imaculado em seu âmago, posto que divinal?

Tirateimas almejado em imprudentes devaneios, emoldura minha fonte lacrimal.

Oh! aguaçeiro derradeiro a regar essencial semente, fecundes um presente cansado, a cochilar.

Sê brisa que lapida minh'alma e comigo confabula cânticos, esperança! ...ensina-me generosamente a descortinar as pálpebras da razão, acalanta-me.

Fôssemos agraceados pela centelha da compreensão, atravessaríamos tormentas em sublime carruagem, a salvos, no perdão!

Fito hoje, sombras de ontem - açoite severo, amarga companhia, contencioso colóquio.

Desfalecido dormi - doce alívio, fugaz!

- Sonhei que a felicidade existia e veio comigo a enamorar-se !